DE VOLTA PARA O FUTURO… DAS GRANDES BANDAS CURITIBANAS!

Daeee galera embriagada do Boteco Underground! De tempos em tempos uma entrevista rola por aqui pra sacudir um pouco da poeira branca do nosso palco de atrações (causa de um Greedo cheio de afazeres universitários e administração paga a pão-e-água 😉 ). Maaas, como é com prazer que vos escrevo, venho postar uma entrevista datada de 20 de Abril deste ano. Esta podemos comparar ao nosso vinho de maior qualidade caros fregueses (digo, leitores). Sua publicação tardia não há de prejudicar, senão engrandecer e rememorar os louros da cena Curitibana de um passado não distante. Falamos de uma das bandas de maior destaque em Curitiba, (e porque não a nível nacional?). A banda em questão tocou com Tame Impala e desde então, seu valor está cada vez mais evidente. Alguém aí já sabe de quem se trata?

Uma pista?

AUDAC-PL-Cor

Bora conversar com Alyssa Aquino matar a nossa sede do AUDAC.

GREEDO: Bora começar pelo básico do básico que vocês devem estar cansados de responder:

Qual formação atual da banda?

ALYSSA AQUINO: Alessandro Oliveira guitarra e voz, Alyssa Aquino synth programação e voz, Débora Salomão baixo e voz e Pablo Busetti bateria.

GREEDO: Como e quando surgiu o AUDAC?

ALYSSA AQUINO: Entre 2009 e 2010 começamos a compor e nos apresentar (em shows ao vivo). Comecei a mexer nesses programas de compor musica no computador, e fui chamando gente pra tocar junto. Chamei a Débora pra cantar porque eu não conseguia… e ainda não consigo rsrs.

Daí foi entrando e saindo gente e hoje estamos nessa formação…

GREEDO: E de onde veio o nome “AUDAC”?

0_-

ALYSSA AQUINO: Tinha uma bateria eletrônica que usávamos em um projeto ainda mais antigo, o “Texas Tornado”. Era de 2007. A Débora, juntamente com o Rodrigo Sielski (um dos fundadores do AUDAC), também faziam parte deste projeto; e o nome dessa bateria era “Audac”. Foi disso que veio o nome hahaha

GREEDO: Rsrs. E as influências de vocês?

Photo by: Rasputines Estúdio

Photo by: Rasputines Estúdio

ALYSSA AQUINO: Putz. Difícil falar das influências de todos porque sempre estão ouvindo coisas diferentes.

E eu também não sei dizer exatamente o que influencia o que eu faço. Tudo o que eu escuto influencia tudo na vida.

Estou ouvindo Chico Buarque agora, escuto muito Jobim, Beatles… Mas não tem nada a ver com o som que fazemos. Haha

GREEDO: Toda boa banda ouve de quase tudo pra ter um som diferenciado. 🙂

Vocês continuam com a Zebra Music correto?

ALYSSA AQUINO: Não. A gente nunca esteve com a Zebra Music. Só fizemos alguns trabalhos em parceria com eles…

GREEDO: E vocês estão trabalhando independente de qualquer produtora e/ou selo?

ALYSSA AQUINO: Por enquanto sim, gravamos em casa e marcamos nossos próprios shows.

GREEDO: Como ocorreu o convite para tocar com o Tame Impala?

ALYSSA AQUINO: O Lúcio Ribeiro do Popload veio discotecar no James (bar). Então fomos ao James com a intenção de dar um CD para mostrar nosso trabalho para ele. E conseguimos!

Mas ele saiu daqui com uma mala de cds (de outras bandas)… Enfim, a nossa parte a gente tinha feito. Rolou o Lollapalooza daquele ano e eu fui pra São Paulo. Por acaso acabei em uma festa no Cinejoia e ele estava lá! Lembrou de mim e pediu uma session porque tinha gostado muito do som. Fizemos a session em parceria com a Zebra Music e com a Casa de Rock (estúdio). Depois do vídeo, acabou rolando (o convite) porque foi bem divulgado e elogiado.

Photo by: Popload Gig

Photo by: Popload Gig

GREEDO: E como foi a experiência de tocar com eles? O contato com a banda se manteve?

ALYSSA AQUINO: Foi uma experiência que não tem como descrever. Eu só disse uma coisa e repito: a vida já valeu a pena por ter conhecido, visto os dois shows e tudo que rolou lá no Cinejoia.

Trocamos endereços de email, mas eu nunca tive coragem de mandar um email. Escrever o quê? Hahaha

GREEDO: LOL xD  Agora… Falando do momento presente…

Recentemente o AUDAC lançou o video de Back to The Future (favorito aqui no Boteco).

Qual a diferença no trabalho de vocês neste meio tempo em que aconteceram fatos importantes para consolidar a carreira da banda (como esse contato com o Tame Impala por exemplo), tanto na forma de compor como na auto-produção de vocês?

ALYSSA AQUINO: Até hoje na verdade só lançamos um EP que foi o Bunker. Back to The Future foi um single, um clipe na verdade. hahah

Não tem nada físico, nem capa. Foi gravada mesmo para o clipe. Agora na metade do ano provavelmente gravaremos o segundo EP.

O que mudou… Acredito que o Alessandro e o Pablo colocaram também as influências deles nas músicas. Acredito que foi mais isso que mudou…

GREEDO: Lembro-me que com Distress vocês ficaram em primeiro lugar no Prêmio Defenestrando 2012* como Música do Ano. Como foi ter esse reconhecimento por quem faz parte do meio musical em Curitiba?

ALYSSA AQUINO: Foi bem inusitado na verdade. Eu sempre lia o blog e a gente nunca tinha aparecido em nenhum prêmio nem como voto de em nenhuma categoria (porque eu sempre acompanhava). Quando a gente viu que ficou em primeiro lugar, e com muitos votos a mais que o segundo lugar (acho q foi isso que rolou) a gente muito feliz!! É um blog que sempre gostei muito!!!

*Para ler mais sobre o AUDAC no Prêmio Defenestrando 2012, clique aqui.

GREEDO: E como se deu o contato do AUDAC com o Chuck Hipholito (aos leitores: responsável pela mixagem de Back to The Future)?

ALYSSA AQUINO: Eu fiquei sabendo que o Chuck tinha um estúdio e mixava. Estávamos com Back to The Future gravada, mas meio parada por conta disso, e já estávamos fazendo o clipe e tal. Daí na louca resolvi mandar pra ver o que ele achava e ver se rolaria de mixar e tal. Ele curtiu e acabou topando mixar e masterizar lá. A gente foi no estúdio dele e gostamos muito do resultado…

GREEDO: Quais são as bandas amigas do AUDAC em Curitiba/São Paulo (ou que vocês indicam pra galera ouvir)?

ALYSSA AQUINO: Acho que todas as bandas são amigas! Tem aquelas que a gente sempre acompanha porque tem amigos ou até gente que ja participou ou nos ajudou de alguma forma. São elas a Uh La La, Cacique Revenge, Crocodilla, Mordida, Trem Fantasma, Subburbia, Plexo Solar, Inky, Database, Colorphonic, Automatic People, Sabonetes, Tangerine and Elephants, Ruído/mm… Nossa! Tem muita banda, difícil lembrar agora de todas…

Tem algumas também que ainda não conhecemos pessoalmente, mas que gostamos muito como o Far From Alaska, o We Are Pirates, o Adam & Juliette…

Nossa, tem muitas mesmo!

GREEDO: Como você vê a cena independente em Curitiba HOJE?

ALYSSA AQUINO: Acho que não tem muita opção de onde tocar, mas tem muita banda boa com som bom aqui, sem dúvidas!

GREEDO: Valeu Alyssa!

BACK TO THE FUTURE

Encontre o AUDAC nas redes sociais!

Site Oficial, Soundcloud, Facebook, Twitter.

Email: audac120@gmail.com

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FICHA TÉCNICA RÁPIDA

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Sabe quando você é pego de surpresa por um questionário ambulante que te pergunta coisas aleatórias esperando respostas coesas e bonitinhas para “saber um pouco mais sobre você”? Então… Estava andando despreparadamente pelos becos de Tatooine, quando me deparo com um ser estranhamente bem apessoado, com um scrapbook na mão e uma dica na ponta da língua. Me desafiou e eu, mais rápido que gatilho do Han Solo, aceitei!

E aqui vamos nós, com uma auto-entrevista sobre o Jabba’s Mos Eisley Cantina…

Como escolheu o nome do seu blog? 

Através das redes sociais, contactei amigos que tivessem a mesma visão que tenho a respeito do filme Star Wars. E como pretendia discorrer a respeito de assuntos “de boteco”, de forma pouco ortodoxa, ocorreu que pudesse ser um lugar libertino, como a Mos Eisley Cantina comandada pelo Jabba The Hut.Só que a idéia do nome partiu mesmo do nosso colaborador Gean Kaminski.

Há quanto tempo está com o blog?

17 de agosto de 2011.

Como você divulga o seu blog?

Redes sociais, correio intergaláctico, contatos do underground…

Quais assuntos tem mais visualização no seu blog?

Entrevistas com bandas geralmente. Agora com o novo projeto da ÁREA VIP, esperamos dobrar o número de visualizações 🙂

O que motivou você a criar o blog?

Denunciar o trabalho escravo (social e artístico).

Onde você mora?

Não moro. Sou nômade.

Quais os objetivos do blog?

Discorrer sobre os mais variados assuntos de acordo com a vontade pessoal de quem vos escreve. E é claro, divulgar a arte independente 🙂

Quais blogs você visita frequentemente?

Mixed Tape Masterpiece, Vivendo e Morrendo em Curitiba e Mofonovo.

O que te inspira a criar os posts?

Geralmente, quando sobra tempo para que o ar possa oxigenar meu cérebro e penetrar meus pulmões, depois de quase concluído o trabalho escravo, posso dizer que o que me inspira é o tempo livre que tenho.

Qual a sua idade?

Isso é mesmo necessário? ¬¬

Além do blog, tem alguma outra ocupação? Se sim, qual?

Organizar e administrar almas escravas. Incluindo a minha.

O que mais gosta de fazer nos finais de semana?

Respirar. E dormir.

Pretende fazer algo em 2013 para o blog?

Projetos mil. Disponibilidade de tempo: menos de 25%

Indico: mixed tape masterpiece, mofonovo, vivendo e morrendo em curitiba, c’est captivant!

UM BOTECO ABERTO A PITACO!

A long time ago, in a galaxy far far away… we promised a VIP area to the readers. So here it comes!

Hey amigos de copo e leitores esporádicos do Jabba’s Mos Eisley Cantina!

O mês de janeiro se estendeu um bocado com tanto trabalho escravo para administrar, e fazer… Maaas, como prometido, a Área VIP é de vocês!

O post que inaugura esse cantinho aconchegante no meio do bom e velho Rum Espacial, é o do multi-artista Neri Rosa, que comanda o UV MOBILE, programa que vai ao ar todo domingo a noite na rádio LUMEN FM.neri8

Publicitário, artista, e “ativista” dos ideais Undergrounds de Curitiba, Neri conta como iniciou-se na cena underground, e como a viu se desenrolar.

No mesmo balcão do boteco, aproveitamos a ocasião para dar voz ao leitor que queira nos dar dicas de bandas independentes ainda ocultas (ou não) no cenário Underground de CWB.

E para estrear a DICA DE FÃ DO UNDERGROUND passamos a caneta (ou o teclado, tanto faz) para Carol Maia.

Não esquecendo que a SUA DICA DE BANDA pode ser enviada INBOX para o boteco clicando AQUI 🙂

Então caro leitor, encha seu copo e embriague-se na ÁREA VIP!

BOTECO UNDERGROUND ENTREVISTA: POPELINES!

Finalmente, 2013.

Depois das exacerbadas, frustrantes, deprimentes, exaustivas e entediantes festividades pré-2013, aqui estamos! Já a salvo da ressaca e dando continuidade aos rituais utópicos de que este ano será diferente para a vida pessoal de cada um, (um salve pra galera que ainda pensa assim! 🙂 ), o Boteco Underground vem com idéias MIL para este ano. A começar pela Área VIP, que estreará ainda este mês! Sem mais detalhes, acrescentamos apenas que será mais uma forma de divulgar a SUA arte independente caro leitor, e manter-se informado de como está sendo observada pelos demais “olheiros” e artistas do meio. Assim também como poderá a qualquer momento dar seu palpite e de repente, ter a oportunidade de fazer parte dessa Área VIP 😉 .

Destacamos também os links para as entrevistas e resenhas que passaram pelo Boteco Underground no ano de 2012, e que poderão ser conferidas com maior facilidade clicando aqui, ou no link acima intitulado “Boteco Underground”, o qual dará acesso a nossa page! Lá você já poderá participar ativamente sobre o conteúdo que gostaria de ver publicado no Boteco Underground, mandando criticas e/ou elogios, palpites, INDICANDO BANDAS e/ou mandando o material DA SUA BANDA pra gente!

Sem mais merchandising… está na hora de deixar a primeira banda a subir no palco do Boteco Underground neste ano de 2013!!

Fotos por Fabiane Ceronato

 

A banda em questão é o Popelines! Eles voltam agora em 2013 a todo o vapor e é claro que gostaríamos de uma retrospectiva da história dessa banda curitibana. Falamos então com Claudio Doggy, vocal e co-fundador da banda.

ralph brodhage POPELINES

GREEDO: Fala aí Loop, qual a ficha técnica básica da banda?

C. DOGGY:  Iranio Castilho, guitarra; Ralph Brodhage, bateria; Michele, vocal e Claudio Doggy, guitarra e vocal.

GREEDO: Fizemos recentemente uma entrevista com Ralph Brodhage (já conhecido do Boteco Underground). Como e/ou quando surgiu a idéia de chamá-lo para o Popelines?

C. DOGGY: Tocamos algumas vezes com outra banda que ele tinha e quando o Bruno; o ex baterista, foi embora para a Goiânia logo lembramos dele, por ele tocar firme, ser criativo e um cara aberto a outros tipos de som.

GREEDO: Bacana! E como a banda começou?

C. DOGGY: A banda teve início comigo e com o Bruno, antigo baterista do Popelines. Aproveitamos o intervalo do ensaio de outra banda que eu tinha (Claudio Doggy solo), começamos a brincar com algumas idéias e acabamos percebendo que ia sair algo bom dali. Assim cogitamos realmente montar a banda. Logo chamamos o Irani e ficamos um tempo como trio até fecharmos a formação que deu início a banda e que gravou o primeiro EP (“Tocando Rock e Cantando Samba” de 2004).

GREEDO: Por que o nome “Popelines”?

C. DOGGY: O nome foi brincadeira com a estética MOD, com o lance da roupa… Não que nós nos vistamos bem (rsrs) mas sempre chamou a atenção essa fusão de moda e música. E um dia estávamos no centro caminhando e discutindo a ideia de um nome, e vi um tecido chamado Popeline, e caiu certo, a gente é rock com “linhas pop”.

GREEDO: Whoa. E quais são as influências do Popelines em geral?

Claudio Doggy POPELINESC. DOGGY: O Popelines tem muita coisa sonora glutinada, desde pos-punk, punk, shoegaze, samba e bossa, pra resumir: sonoridades que nos agradam.

GREEDO: Whoa! Com tanta influência diferente, como acontece o processo de composição?

C. DOGGY: Fazemos composições indo atrás das harmonias espontâneas dos ensaios. Após criar o clima crio as letras.

GREEDO: E vocês já possuem algum legado? rsrs.

C. DOGGY: Temos dois singles realmente lançados: “Tocando Rock e Cantando Samba” e “Ruptura”. Outros são “Prelúdio do Cinema Caseiro” e “Complexo de busca de um pessimista”, todos via internet.

GREEDO: Hmm… E vocês tem contrato ou vínculo com algum selo independente que distribua o material de vocês somente ONLINE?

C. DOGGY: Já tivemos propostas há alguns anos, mas era desvantajoso, era quase uma prisão participar do selo, então desistimos da idéia.  Tínhamos desistido de prensar o disco a mais ou menos uns 2 anos. Hoje estamos pensando mais na internet pra distribuir.

GREEDO: E o “Histórico Underground” de vocês? Parcerias com outras bandas, festivais, movimentação no circuito underground de Curitiba e região…

C. DOGGY: Passamos por tantas bandas que daria um livro citar todas, mas tocamos bastante pela cidade e fizemos alguns shows por Santa Catarina. Só o Ralph, nosso baterista tocou em mais de 50 bandas, rsrs.

GREEDO: Qual a sua opinião sobre o movimento underground que vem ocorrendo em Curitiba? Como acha que pode melhorar?irani POPELINES

C. DOGGY: Eu não acredito em movimento, prefiro chamar de momento. Curitiba tem isso. No meu tempo de vivência de rock local vi um “BOOM” em 1992, (que creio ter durado até 1998), em que uma banda conseguia tocar até 2 vezes no mesmo dia e tinha shows quase a semana inteira. Hmmm…eu acho um bom momento, você toca e leva apenas o seu equipamento, já não é tão necessário carregar caixas, pedestais. Pode agendar turnês via internet, não precisa gastar com prensagem de cd e pode se auto produzir. Só mandar seu link e esperar o retorno dos contatos.
Eu acho que está bom já não tem a segregação de ser, punk, mpb, mod. Hoje o rock local virou entretenimento, melhor que isso, seria receber pra tocar (risos).

GREEDO: Valeu C. Doggy e Popelines!

 

 

Contato:  popelines@gmail.com 

Quer ouvir mais POPELINES? Acesse o canal no YOUTUBE! Lá você poderá também conferir alguns trabalhos paralelos do Claudio Doggy! 😉

FELIZ PÓS-NATAL 2012!

Como é de praxe, sempre comemoramos um Feliz Pós-Natal com algum vídeo. Neste caso, dois grandes acontecimentos que são presentões ocorridos na semana do Natal.

Com vocês, a banda de Goiânia Violins, que disponibilizou o novo álbum para download gratuito no dia de Natal no VIOLINS.COM.BR!

 

 

E a banda Repossíveis de Curitiba dá uma entrevista show de bola para o PARACULTURA, falando de Grunge, música autoral e bandas independentes em CWB!

 

 

Feliz Pós-Natal!!

ENTREVISTA COM OS GANHADORES DA PROMOÇÃO CURTO CIRCUITO CURITIBANO

1º Curto Circuito Curitibano

PROMOÇÃO CURTO CIRCUITO ESGOTADA!! CONHEÇA OS OS VENCEDORES!

A promoção do 1º Curto Circuito Curitibano teve fim neste dia 13 de dezembro, presenteando quem fosse mais rápido na busca pelo ingresso secreto!

Conseguimos um furo com os sortudos. CHECK IT OUT!

GREEDO: Como você ficou sabendo do festival Curto Circuito?

AMANDA ALVES: Através de um amigo meu, o Guilherme “Cebola”. Estávamos marcando algo e ele me convidou. Fiquei interessada, até porque são bandas que conheço e nunca tive oportunidade de ouvir o som ao vivo.

GREEDO: De quais bandas do festival você já conhecia o trabalho?

AMANDA ALVES: Conheço um pouco o som do Sonora Coisa e do La Vantage.

GREEDO: E foi correria para conseguir o ingresso da promoção?

AMANDA ALVES: Rsrs. Olha, foi muito divertido. Eu estava com o Rafael Salvario. Ele foi o cérebro.

GREEDO: E você tem expectativas para o domingo?

AMANDA ALVES: Sim , muuuitas! Rever amigos, ver as bandas alavancarem cada vez mais… Convidei pessoas para conhecer e dar mais valor a cena curitibana. Creio que este festival pode ser um marco importante!

GREEDO: Com certeza!

 

 

CONFIRME TAMBÉM A SUA PRESENÇA NO EVENTO! UM GREEDO PODE PINTAR POR LÁ 😉 !

CURTO

 1º Curto Circuito Curitibano.

Valor do ingresso: R$ 10,00
Os shows iniciam as 17h e terminam as 11h30.

A Sociedade Cultural Abranches tem estacionamento próprio ao custo de: R$ 5,00 o periodo.

EVENTO:  http://www.facebook.com/events/131965900293077/

BOTECO UNDERGROUND ENTREVISTA RALPH BRODHAGE!

Curto Circuito Curitibano

Hey leitores do Jabba’s Mos Eisley Cantina!

A produção neste boteco está cada vez mais fervorosa nestes dias! Eventos mil, e muito som!

Como o público ligado ao som independente já deve estar sabendo, acontece neste final de semana o 1º Curto Circuito Curitibano. Um evento promovido pela Pollvo Music e CD Eventos com patrocínio de peso, e bandas que vem mostrando a qualidade do que se é produzido musicalmente em Curitiba.

Black Cherry, Bruce Lee Son, Sonora Coisa, La Vantage, Son E’Lumière e Tangerines and Elephants são as atrações desse domingo dia 16/12.

Com uma equipe armada até os dentes, de contatos, idéias fulminantes, vídeos e virais para e divulgações mil, Ralph Brodhage bebe do whisky mais sujo e conta como tem sido a correria para organizar este evento que fecha com chave de ouro o fim do mundo!

GREEDO: Sua equipe.

BRODHAGE: A equipe na real é uma dupla. Eu e o Ramon Tagore que idealizamos o projeto. Mas em um contexto de proposta do evento, a equipe no total são as bandas, o público, as empresas, as bandas, e os veículos de mídia que apoiaram e estão apoiando.

GREEDO: Como surgiu a ideia do evento?

BRODHAGE: Bom, a ideia surgiu da experiência que eu e o Ramon tivemos em alguns eventos, shows e por ai vai. Decidimos organizar algo que não tratasse a banda simplesmente como um produto para o produtor do evento, e sim o evento como um movimento para expandir o trabalho da banda para um público novo. Tendo isso como meta, mesmo com um curto prazo, as pessoas, bandas e empresas que gostaram da ideia, toparam na hora a parceria. Isso nos estimulou a desenvolver o projeto o quanto antes e está ai, dia 16/12. Organizamos um evento com 6 bandas em aproximadamente 20 dias.

GREEDO: E o contato com a Monstro, um dos maiores selos independentes do país e a BAND, como ocorreu?

BRODHAGE: O contato com a mostro foi por intermédio do Bruno Lobo que trabalha lá dentro. Anteriormente eu já tinha a parceria com ele para venda de CDs e DVDs da Monstro na minha loja/estúdio Pollvo Music. Eu mandei a proposta pro Bruno e ele adorou a ideia. Apoiou na hora! Já a BAND foi um contato que o Ramon teve por intermédio da empresa que ele trabalha que é a CD Eventos. Os dois contatos responderam de imediato, proporcionando assim mais corpo para o nosso projeto.

GREEDO: WHOA! Contatos fazem toda a diferença!  Dentre as empresas que apoiam, notamos o UV Mobile, da LUMEN FM, um dos grandes incentivadores da cena independente em Curitiba. Você já trabalhou alguma vez com Neri Rosa e Luis Orta?

BRODHAGE: Sim, o Neri é meu amigo e já fiz alguns trabalhos com ele e com o Luiz também. O UV Mobile já gravou o Uh la la no meu estúdio. Eu também ajudei o Neri quando foi gravado o show do La Vantage e do Sonora Coisa no Hermes Bar, pois o Luiz Orta não pode estar no show naquela noite. Foi muito legal.

GREEDO: E no ramo musical? Você tem ou já teve banda independente?

BRODHAGE: Bom, de bandas já tive algumas e participei de outras. Aí vão alguns nomes: Versão Rock, Charolines, Ondas Invisíveis, Popelines, Myha, Man of the Stones e DualMinds. A DualMinds é o projeto que está ativo que é idealizado também por mim e pelo Ramon. As outras bandas já tiveram seu fim mas fica o registro…  Algumas delas tem músicas publicadas em alguns sites. NoCabal, Ascaros, Hullmops, Metanol e os Copos Americanos são outras bandas das quais participei… Acho que é isso. Essas bandas são mais antigas, da época da fita ainda… hehehe

GREEDO: “Época da fita ainda”? Clássicos então!

BRODHAGE: É… meados de 98 até 2000…. Nessa época não tínhamos grana pra ter a tecnologia pra gravar em CD. Então pega-se o radinho velho que grava fita e tem uma entrada de microfone e pronto! heheheheh.  A primeira gravação que fiz foi com a banda NoCabal. Foi no H.Mix em 98 em FITA. E tinha que ser fita cromo!

GREEDO: Hehehe. Foda. E como foram selecionadas as bandas para este evento?

BRODHAGE: As bandas para este primeiro projeto foram selecionadas por indicação e por alguns contatos que já temos. Para as próximas edições estamos definindo uma maneira de seleção para agradar a todos e que não torne o evento uma competição. As bandas que convidamos para este primeiro projetos foram avaliadas pela postura da banda, comprometimento, por terem som autoral e o mais importante: “vestir a camisa” da ideia e participar junto com o evento. Algumas das bandas não se conheciam. Organizamos algumas reuniões e jam sessions anteriores ao evento, justamente para confraternizar com as bandas antes do grande dia. Além de um show será uma reunião de novos amigos.

GREEDO: Quais as expectativas para domingo agora, e para o próximo festival?  Planos futuros com relação a cena independente…

BRODHAGE: As expectativas para o evento de domingo são as melhores, pois conseguimos reunir bandas que vestiram a camisa do evento e, além disso, muitas pessoas entraram em contato com a gente pra saber do que se trata o festival.
Este é o primeiro evento e o tratamos como um “piloto” para promover os próximos no ano que vem. No próximo ano os festivais serão trimestrais gerando assim um movimento mais continuo do projeto, e girando mais bandas independentes autorais para expor o seu material para o público. Haverá também muitas promoções interativas como foi feito com experimento para este festival.

GREEDO: Promoções? Como assim?

BRODHAGE: Neste festival colocamos um cartaz com um ingresso anexo e fizemos um vídeo viral comunicando o trajeto do centro até o local do evento. Proporcionamos para o público uma promoção de quem encontrasse o cartaz teria uma surpresa. Hoje dia 13/12 conhecemos a Amanda Alves que, junto com Rafael Salvario, encontraram o convite anexo ao cartaz e produziram um vídeo para divulgação do evento. Isso foi uma prova de que a aceitação e o interesse pelo modelo do evento foi muito bem aceito.

GREEDO: Whoa! Muito bom mesmo!  E quanto a utilização de leis de incentivo em prol do festival e das bandas mais pra frente?

BRODHAGE: Bom, existem algumas leis que promovem apenas um evento anual… Como nosso projeto será realizado aproximadamente 4  vezes ao ano, estamos estudando a possibilidade. Mas caso não seja possível, faremos de forma independente mesmo, correndo atrás por conta pra girar as bandas locais.

GREEDO: Muito obrigada Ralph Brodhage! E bora curtir o festival, que este domingo será NOISE!

Saiba mais sobre o 1º Curto Circuito Curitibano

www.facebook.com/curtocircuitocuritibano

www.youtube.com/user/curtocircuitoctba

www.facebook.com/ralphbrodhagesantanna

 

Fiquem ligados que vem mais por aí!

Boteco Underground

Enquanto isso em CWB…

Um Ruido mais do que sonoro. Um Sonora extremamente ruidoso.

Fotos Letícia Heartmann.

Fala aí galera do Boteco! Como anda a bebida? Nas correrias, temos nos esforçado com a pesquisa de temas curitibanos para postar e inaugurar o Boteco Underground com muito estilo!

E é com grande orgulho que cortamos o laço vermelho que re-inaugura a Cantina do mestre Jabba em prol da arte independente, dentro das leis do PROCON, servindo somente arte de qualidade!

Para começar, bora encher o copo de whisky que a conversa hoje vai longe!

Em uma descida rápida de Tatooine para o fabuloso planeta terra…

“Noite do dia 7 de dezembro de 2012. Sexta-feira. Um Greedo perdido no centro de Curitiba com uma fotógrafa muito louca, andando pelos becos curitibanos. Depois de degustar uma porção generosa de batata frita com caipirinha + chopp de graça (promoção Chinasky Bar na sexta-feira…), exóticas vibrações sonoras chegam aos seus ouvidos. Uma carona com integrantes de uma banda independente sinistra (Repossíveis), que jogam o carro na contramão da Matheus Leme, levam-nas ao local…

Bem situado. Público dividido entre os indies ruidosos, e os loucos sonoros. Sem imposição de rótulos, é claro. A decoração clássica dos bares curitibanos: deuses imortalizados pela música, e por uma grande foto no banheiro feminino”.

Mas não esqueçamos é claro, por que é que estávamos lá!

Ruido por Milímetro live Jhon Bull Pub

Ruido por Milímetro live Jhon Bull Pub

O grande encontro de duas bandas importantíssimas para a história do experimental em CWB, ambas com grande reconhecimento! Os veteranos do Ruido/mm tocando no mesmo palco da calourada bastante íntima dos pubs em Curitiba, Sonora Coisa. Ambas já resenhadas aqui no Boteco Underground.

Uma das experiências mais interessantes em conhecer o meio Underground e prestigiar bandas como essas, é poder ouvir ao vivo, assistindo cada movimento dos caras enquanto músicos “não profissionais” sobre o palco, vendo um bar lotar em uma cidade como Curitiba, e ainda poder conversar com eles, por não carregarem o peso do estrelato: o orgulho descabido.

Papo vai, papo vem, encontramos no mesmo pub Felipe Golnik, responsável pelo blog Defenestrando. Agora em dezembro, pesquisando os melhores do ano de 2012 é claro 😉 .

O repertório das bandas foi dos melhores. Ambas tocaram com muito gosto. (Pudesse o mestre Jabba ver isso! rsrs).

Sonora Coisa live Jhonn Bull Pub

Sonora Coisa live Jhonn Bull Pub

Sonora Coisa, que entre o intervalo de uma música e outra, ouviam-se comentários que logo em seguida cessavam para prestar atenção na próxima música, uma outra, que os faria ficar novamente boquiabertos e cheios de exclamações posteriores a interrogações, ou reticências fortemente marcadas pelo silêncio. Destaque para Reverse 33RPM.

Ruido/mm ao subir no palco, fez grande parte do público querer dançar. Enquanto alguns deslizavam diante do palco com o copo de chopp na mão, outros embalavam o corpo ao som de Sanfona, e Valsa dos Desertores, que após a calmaria, torna-se animalescamente envolvente.

Após o show, sobram os copos, os trocados, banheiros sujos e um gostinho de “quero mais”!

É… Underground em Curitiba e isso!

COMING SOON!

Hey caros leitores do Jabba’s Mos Eisley Cantina! Calma calma! Não se assustem. Esta não é nenhuma reforma política ou religiosa. Estamos novamente passando por reformas no blog, agora com novo endereço! Os lucros no Boteco e a grande visão do mestre Jabba para negócios, fez com que o Jabba’s Mos Eisley Cantina funcionasse em novo endereço e de forma um pouco mais organizada. Em breve publicaremos o post que irá inaugurar o novo design do blog, e contamos com a sua presença! Saudações, Greedo.