Daeee galera embriagada do Boteco Underground! De tempos em tempos uma entrevista rola por aqui pra sacudir um pouco da poeira branca do nosso palco de atrações (causa de um Greedo cheio de afazeres universitários e administração paga a pão-e-água 😉 ). Maaas, como é com prazer que vos escrevo, venho postar uma entrevista datada de 20 de Abril deste ano. Esta podemos comparar ao nosso vinho de maior qualidade caros fregueses (digo, leitores). Sua publicação tardia não há de prejudicar, senão engrandecer e rememorar os louros da cena Curitibana de um passado não distante. Falamos de uma das bandas de maior destaque em Curitiba, (e porque não a nível nacional?). A banda em questão tocou com Tame Impala e desde então, seu valor está cada vez mais evidente. Alguém aí já sabe de quem se trata?

Uma pista?

AUDAC-PL-Cor

Bora conversar com Alyssa Aquino matar a nossa sede do AUDAC.

GREEDO: Bora começar pelo básico do básico que vocês devem estar cansados de responder:

Qual formação atual da banda?

ALYSSA AQUINO: Alessandro Oliveira guitarra e voz, Alyssa Aquino synth programação e voz, Débora Salomão baixo e voz e Pablo Busetti bateria.

GREEDO: Como e quando surgiu o AUDAC?

ALYSSA AQUINO: Entre 2009 e 2010 começamos a compor e nos apresentar (em shows ao vivo). Comecei a mexer nesses programas de compor musica no computador, e fui chamando gente pra tocar junto. Chamei a Débora pra cantar porque eu não conseguia… e ainda não consigo rsrs.

Daí foi entrando e saindo gente e hoje estamos nessa formação…

GREEDO: E de onde veio o nome “AUDAC”?

0_-

ALYSSA AQUINO: Tinha uma bateria eletrônica que usávamos em um projeto ainda mais antigo, o “Texas Tornado”. Era de 2007. A Débora, juntamente com o Rodrigo Sielski (um dos fundadores do AUDAC), também faziam parte deste projeto; e o nome dessa bateria era “Audac”. Foi disso que veio o nome hahaha

GREEDO: Rsrs. E as influências de vocês?

Photo by: Rasputines Estúdio

Photo by: Rasputines Estúdio

ALYSSA AQUINO: Putz. Difícil falar das influências de todos porque sempre estão ouvindo coisas diferentes.

E eu também não sei dizer exatamente o que influencia o que eu faço. Tudo o que eu escuto influencia tudo na vida.

Estou ouvindo Chico Buarque agora, escuto muito Jobim, Beatles… Mas não tem nada a ver com o som que fazemos. Haha

GREEDO: Toda boa banda ouve de quase tudo pra ter um som diferenciado. 🙂

Vocês continuam com a Zebra Music correto?

ALYSSA AQUINO: Não. A gente nunca esteve com a Zebra Music. Só fizemos alguns trabalhos em parceria com eles…

GREEDO: E vocês estão trabalhando independente de qualquer produtora e/ou selo?

ALYSSA AQUINO: Por enquanto sim, gravamos em casa e marcamos nossos próprios shows.

GREEDO: Como ocorreu o convite para tocar com o Tame Impala?

ALYSSA AQUINO: O Lúcio Ribeiro do Popload veio discotecar no James (bar). Então fomos ao James com a intenção de dar um CD para mostrar nosso trabalho para ele. E conseguimos!

Mas ele saiu daqui com uma mala de cds (de outras bandas)… Enfim, a nossa parte a gente tinha feito. Rolou o Lollapalooza daquele ano e eu fui pra São Paulo. Por acaso acabei em uma festa no Cinejoia e ele estava lá! Lembrou de mim e pediu uma session porque tinha gostado muito do som. Fizemos a session em parceria com a Zebra Music e com a Casa de Rock (estúdio). Depois do vídeo, acabou rolando (o convite) porque foi bem divulgado e elogiado.

Photo by: Popload Gig

Photo by: Popload Gig

GREEDO: E como foi a experiência de tocar com eles? O contato com a banda se manteve?

ALYSSA AQUINO: Foi uma experiência que não tem como descrever. Eu só disse uma coisa e repito: a vida já valeu a pena por ter conhecido, visto os dois shows e tudo que rolou lá no Cinejoia.

Trocamos endereços de email, mas eu nunca tive coragem de mandar um email. Escrever o quê? Hahaha

GREEDO: LOL xD  Agora… Falando do momento presente…

Recentemente o AUDAC lançou o video de Back to The Future (favorito aqui no Boteco).

Qual a diferença no trabalho de vocês neste meio tempo em que aconteceram fatos importantes para consolidar a carreira da banda (como esse contato com o Tame Impala por exemplo), tanto na forma de compor como na auto-produção de vocês?

ALYSSA AQUINO: Até hoje na verdade só lançamos um EP que foi o Bunker. Back to The Future foi um single, um clipe na verdade. hahah

Não tem nada físico, nem capa. Foi gravada mesmo para o clipe. Agora na metade do ano provavelmente gravaremos o segundo EP.

O que mudou… Acredito que o Alessandro e o Pablo colocaram também as influências deles nas músicas. Acredito que foi mais isso que mudou…

GREEDO: Lembro-me que com Distress vocês ficaram em primeiro lugar no Prêmio Defenestrando 2012* como Música do Ano. Como foi ter esse reconhecimento por quem faz parte do meio musical em Curitiba?

ALYSSA AQUINO: Foi bem inusitado na verdade. Eu sempre lia o blog e a gente nunca tinha aparecido em nenhum prêmio nem como voto de em nenhuma categoria (porque eu sempre acompanhava). Quando a gente viu que ficou em primeiro lugar, e com muitos votos a mais que o segundo lugar (acho q foi isso que rolou) a gente muito feliz!! É um blog que sempre gostei muito!!!

*Para ler mais sobre o AUDAC no Prêmio Defenestrando 2012, clique aqui.

GREEDO: E como se deu o contato do AUDAC com o Chuck Hipholito (aos leitores: responsável pela mixagem de Back to The Future)?

ALYSSA AQUINO: Eu fiquei sabendo que o Chuck tinha um estúdio e mixava. Estávamos com Back to The Future gravada, mas meio parada por conta disso, e já estávamos fazendo o clipe e tal. Daí na louca resolvi mandar pra ver o que ele achava e ver se rolaria de mixar e tal. Ele curtiu e acabou topando mixar e masterizar lá. A gente foi no estúdio dele e gostamos muito do resultado…

GREEDO: Quais são as bandas amigas do AUDAC em Curitiba/São Paulo (ou que vocês indicam pra galera ouvir)?

ALYSSA AQUINO: Acho que todas as bandas são amigas! Tem aquelas que a gente sempre acompanha porque tem amigos ou até gente que ja participou ou nos ajudou de alguma forma. São elas a Uh La La, Cacique Revenge, Crocodilla, Mordida, Trem Fantasma, Subburbia, Plexo Solar, Inky, Database, Colorphonic, Automatic People, Sabonetes, Tangerine and Elephants, Ruído/mm… Nossa! Tem muita banda, difícil lembrar agora de todas…

Tem algumas também que ainda não conhecemos pessoalmente, mas que gostamos muito como o Far From Alaska, o We Are Pirates, o Adam & Juliette…

Nossa, tem muitas mesmo!

GREEDO: Como você vê a cena independente em Curitiba HOJE?

ALYSSA AQUINO: Acho que não tem muita opção de onde tocar, mas tem muita banda boa com som bom aqui, sem dúvidas!

GREEDO: Valeu Alyssa!

BACK TO THE FUTURE

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Email: audac120@gmail.com

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