ÁREA VIP COM NERI ROSA

“A Brief history by me…” – Neri Rosa

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Music…

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”The Nineties” com Edgar Cliquet. Antigo espaço das Livrarias Ghignone.

“No inicio dos anos 80 comprei meu primeiro vinil na finada Brunetti Discos que ficava na Rua das Flores em Curitiba. Foi PARLIAMENT “The Clones Of Dr. Funkestein” da Motown Records. Depois vieram Sex Pistols, The Clash, Kraftwerk… Comecei a frequentar os shows mais alternativos no TUC onde vi bandas como Carne Podre, A Chave, Blindagem e outras da cena metal.”

Friends…

“Iniciei minha carreira na publicidade e caí direto numa agência grande em que tive a oportunidade de conhecer cobras como Rui Werneck de Capistrano, Luiz Solda, Retamozzo, Rogèrio Dias, Cesar Bond (RIP), Paul Leminski (RIP), Manoel Alapont, Paulo (Pangaré) Leite, David Paupério… e foi através da publicidade que iniciei meus estudos nas artes plásticas.”

ARTS…

“Com a publicidade rolando na veia veio os primeiros contatos com os artistas plásticos e logo os primeiros salões de artes. Fui selecionado em vários salões como a Jovem Arte Sulamerica, Salão de Artes do Iguaçu. Salão Paranaense e Mostra do Desenho Brasileiro. Neste período conheci grandes artistas plásticos como Leila Pugnaloni, Geraldo Leão, Rossana Guimarães, Ronald Simon, Osmar Chromiec, Alberto Massuda, Eduardo Nascimento entre outros.”

PH4…

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PH4. Neri Rosa, Edgar Cliquet, Marcos Pereira e Antonio Rizzo.

“No final da década de 80 com Antonio Rizzo, Marcos Pereira e Edgard Cliquet formamos o primeiro grupo de arte com sonoridade de rock. Nascia o Grupo PH4. O conceito era misturar áudio, imagem, movimento e luz em performances e instalações sempre inspirados na urbanidade. Além de exposições concorridíssimas o grupo trouxe o underground musical para as exposições. Era comum as bandas e músicos estarem presentes nos vernissages além de poetas, jornalistas e outras correntes formadoras de opinião de Curitiba.”

Bife Sujo & Cia…

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“Na metade dos ’80 junto com o escritor e publicitário Rui Werneck de Capistrano criamos a tirinha de (anti) humor “Bife Sujo & Cia” que foi publicada durante 4 anos no jornal Correio de Notícias. Essa tira já tinha uma ligação muito forte com o movimento punk curitibano e unia arte e música numa só mídia. Rendeu um livro em formato de talão de cheques que esgotou em pouco tempo mais outro chamado “A Consulta” em formato  pocket book que também desapareceu do mapa e Seres Víveres. Fizemos várias exposições pela cidade como na Gibiteca no Solar do Barão, Bar Bife Sujo e também na Galeria Schaffer.”

Fanzines…

“Com a proliferação das tirinhas do Bife Sujo & Cia comecei a fazer fanzines com o objetivo da divulgação da cena do rock underground de Curitiba bem como intercâmbio com a galera das artes e música marginal de São Paulo, Rio e Recife. Foram muitos zines feitos à mão, recortado e colado artesanalmente [no estilo scrapbook como é chamado hoje] e distribuído gratuitamente pelo correio e em shows pela cidade. Alguns deles tiveram destaque nacional como O VAGABUNDINHO e GRAÇAS AO TRABALHO. Outros eram mais específicos como o Abaixo a Bomba e Bife Sujo & Cia que misturavam poesia e música. Mas o mais famoso foi o TRENDIE que eu fazia com vários jornalistas e era editado por Fernando Tupan que conseguiu encartar todos os domingos no jornal Correio de Noticias.”

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Intercâmbio USA e SONIC YOUTH era…

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“Foi através dos fanzines e de Gustavo Brum, vocalista da banda gaúcha Pupilas Dilatadas que conheci Scott Munroe, guitarrista da banda The Puzzlehouse de Connecticut, USA. Começamos um intercâmbio músical fora do normal em que eu enviava LPs e fitas cassetes daqui e ele mandava de lá.  neri7.2 Foi aí que conheci Sonic Youth em 1986 e que mudou tudo na minha vida. Scott começou me enviar novidades absolutas do underground americano e inglês que até então não tínhamos acesso aqui.  Bandas como Slovenly, Dinosaur Jr, Skin Yard, The Dispossessed, Amanda By Night, Throwing Muses, Salem 66, My Bloody Valentine, Black Flag, Walking Distance, 76% Uncertain, Government Issue, Stereolab, The Wedding Present, Wire, Greg Green, The Go-Betweens, Spcemen 3, Loop, The Darkside, Spiritualized, Madhouse, Moose, Big Dipper… Somos amigos até hoje.”

Último Volume Radio e a amizade com MARCO STECZ…

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Entrevistas com as bandas iniciaram a inserção do rock curitibano no UV.

“No inicio dos anos 90 conheci o Marco Stecz através da artista plástica Marcia Moro e do seu namorado na época Marcio LC (hoje ambos moram na Bélgica). Stecz tinha um programa bem alternativo na lendária Estação Primeira chamado Rock Expresso. Acabei por ajudá-lo indiretamente na produção do programa emprestando as minhas novidades sonora. Em troca, ele me passava as novidades dele.

Em 1997 o Ciro Rydal, ex-diretor artístico da Educativa FM convidou o Stecz para fazer um programa na Educativa e o Stecz me chamou pra fazer junto com ele. Nasceu em março de 1997 o ÚLTIMO VOLUME RÁDIO que durou até 2004 na Educativa. No mesmo ano devido algumas mudanças políticas na Educativa o mesmo Ciro Rydal nos convidou para estrear na Lumen FM onde estamos até hoje.  O Último Volume teve grandes momentos principalmente na era Educativa quando abrimos as portas para as bandas locais. Shine Loosers, Whir, Tods, Swamps, Claudio Loop (Doggy), Zero Caos, Mamelucos Orbitais, Relespública, Skijktl, Funny Riot, Magog, Berry, Plêiade, Loveless entre tantas outras. Passaram pela produção e apresentação do programa Katy Mary Farias, Débora Salomão (hoje no Audac), Alice Rosa e João Albuquerque. ”

Neri Rosa é também responsável pelo blog MOFONOVO, no qual posta o trabalho de bandas independentes.

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DICA DE FÃ DO UNDERGROUND

Com Carol Maia

BANDA SYA

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BANDA SYA: Neto – vocal, Danilo – guitarra, Marcelo – baixo, Felipe – bateria.

“Quando eu escutei a banda SYA pela primeira vez… Fiquei surpresa, pois é um som limpo, um vocal ótimo, e um instrumental orquestrado que não sobressai às letras.

Uma banda ótima, com a intenção de dar continuidade ao movimento hard core em Curitiba, o qual é bem maior nas outras cidades, mas não impede a banda de mostrar o seu trabalho.

Como curitibana, nada mais justo do que incentivar e divulgar a cena hard core daqui. 🙂

 Músicas como… Appetite for destruction, Never Change, Road, Money são o tipo de musica que não tem como não querer ver ao vivo, pular, e decorar a letra pra cantar junto umas mil vezes seguidas!

 A banda tem shows marcados, EP a ser lançado em breve, e uma imensa vontade de mostrar o seu trabalho não só em Curitiba… 

 As influências dos caras vão se Garage Fuzz, Offspring, Samian à Face to Face, Millencolin e Foo Fighters.”

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CAROL MAIA é fã da cena Underground de Curitiba, trabalha com moda alternativa e indica 1001 Dicos para Ouvir antes de Morrer 🙂 

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